quinta-feira, março 02, 2006


terça-feira, setembro 27, 2005

Um conto... ou talvez mais!

Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital.
Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões. A sua cama estava junto da única janela do quarto. O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas.
Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres, famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus passatempos, onde tinham passado as férias... E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela.
A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de mãos dadas por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte. E enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a pitoresca cena.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar, embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda. Mas conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas.
Dias e semanas passaram...
Uma manhã , a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.
Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.
Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela, que dava, afinal, para... uma parede de tijolo!
O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela. A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. "Talvez ele quisesse apenas dar-lhe ncoragem...".
Moral da História: Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas. A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada. Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar. "O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente."

sábado, julho 23, 2005

Voluntariado Involuntário

A minha avó está, desde domingo, internada no Hospital Egas Moniz. A gravidade da situação é relativa. Foi ontem submetida a uma intervenção cirurgica ao cólo do fémur, que estava quebrado. (Creio serem estes, mais ou menos, os termos técnicos de quem foi operado a uma anca partida.) Deve permanecer no Hospital mais uma semana.

Durante a semana, em que segui o meu trabalho na Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, passei por lá todos os dias. Lembro-me da segunda-feira. Não sabia muito bem ao que ia. Pensava bem antes de dar cada passo, com medo de não ser esse o caminho e entrar por corredores onde não era suposto entrar. O Hospital em causa é bem maior que qualquer um dos dois a que fui e visitei (Hospital de Santa Cruz de Carnaxide e Hospital Distrital de Peniche). Acabei por ir ter ao quarto 406, cama 21, onde já estavam o meu pai, a minha mãe e os meus irmãos. E mais três ou quatro pessoas - esse é um pormenor que me falha - com as respectivas visitas. Fui directo à cama que me interessava, àquela onde estava quem eu conhecia. E fiz sorrir a pessoa que estava deitada nessa cama, com piadas sem graça e com forças que não estavam em mim, depois de um dia esgotante de trabalho. Saí cheio. Com sentido de missão cumprida.

Terça-feira a história muda um pouco. Não há medo, já. Sei ao que vou e para onde vou. Resolutamente avanço pelos corredores que já conheço. Ao chegar ao quarto é a quatro pessoas que lá estão vestidas de branco que digo o típico "Boa tarde!". E dirijo-me para a quinta, no canto da sala. E faço-a sorrir novamente.

Quarta foi pior. Tudo foi bom. Mas não sabia que havia de dizer ao certo. A minha avó ia ser operada no dia seguinte. Não sabia que lhe havia de dizer. Estava preocupada e eu com ela. E não sabia que lhe havia de dizer. Mas as palavras iam saindo da minha boca, como se antes nem tivessem passado pelo cérebro, tamanha a velocidade de processamento. Vinham directas do coração. E saíam cá para fora. Os cumprimentos já não eram só para os internados - mas para as famílias. Já faziam parte da mobília daquele que vem sendo o quarto da minha avó. (É um pouco redutora, esta expressão ideomática. Mas o que quero dizer é que me habituava agora a cada uma dessas pessoas - como se não fossem já desconhecidos, antes pessoas com que me cruzo todos os dias, e com um objectivo ali semelhante ao meu.) E antes de entrar no elevador, alguém que já tinha estado no quarto, em cadeira de rodas, com a perna engessada, brincos no ouvido e não muito bom aspecto, aborda-me - ou eu o abordo a ele. Está a fumar e digo-lhe que aquilo que não faz bem. Estava ali fazia cinco meses. Só deveria vir a sair daí a mais ou menos um ano. Ouvi a sua história - não a transcrevo porque me custou ouvi-la. Conhece toda a gente ali, e toda a gente o conhece. É rei e senhor, na sua cadeira de rodas. Despedimo-nos com um até amanhã que não se veio a concretizar. Comento com o meu pai que ir ao Hospital tem agora um sentido diferente para mim, muito fruto do que tenho feito: não vou lá fazer uma visita a alguém, antes vou para fazer sorrir quem encontro no caminho que me leva à pessoa que venho ver.

Quinta, dia da operação. A avó está triste, combalida, quase a dormir. As palavras que digo não sei se lhe chegam ao ouvido. O dia tinha sido o mais desgastante de toda a semana. E a visão da minha avó assim não era o que mais desejava para o final desse dia. Ainda assim, aguentei paciente. Eram já só quatro, as pessoas no quarto 406. Meti-me com uma delas. Pouco, mas falei um bocadinho com ela. Vim embora meio cabisbaixo. Doía-me a cabeça do dia.

Sexta, hoje. O enfermeiro ou auxiliar que por lá costuma andar brinca com o facto de eu trazer comigo uma viola. Pergunta se vai haver baile. Tem sempre um sorriso na cara e uma piada nos lábios. É exemplo para mim de como se pode ajudar alguém ali dentro. Já me conhece. E já só estão três pessoas deitadas naquele quarto. A avó está feita uma piegas. Tem medo. Nunca esteve no Hospital. Está mimada. Faz birras. E com isso magoou outras pessoas. Vi, ouvindo, uma senhora chorar. E outra dizendo que não era justo nem educado. À avó chamei-a à razão. Fingiu não ouvir. Não come. Por birra. Volto a chamá-la à atenção. E outra vez. A senhora chora e o pai vai falar com ela. Choro em silêncio, agarrado à avó. Despedimo-nos dela: queria que montássemos tenda lá ao lado. Não resisto: vou dar dois beijos à dona Maria e desejo-lhe uma muito boa noite. Neste ano de 2005, passou 3 semanas em casa - escusado será dizer, que em todas as outras foi o Hospital a sua morada. Sorri-me e eu a ela. E desejo boa noite a quem ontem conheci - afinal, amanhã já lá não estará.

E tudo isto numa semana. E tudo isto vai voltar a acontecer. Porque a avó continua naquele Hospital e lá há-de continuar. E percebi o que sabia. Voluntariado não é trabalho específico. Voluntariado não é quando mudamos de terra. Voluntariado não é quando vamos acampar. Voluntariado não é quando nos preparamos para o que vamos fazer. (Ou melhor, voluntariado também é um pouco de cada uma destas coisas...) Mas voluntariado, acima de tudo, é aquele que fazemos todos os dias, sem passar. Voluntariado é quando amamos sem esperar receber e fazemos nascer sorrisos à nossa volta. Voluntariado é... tudo aquilo que damos de nós, mesmo quando nem percebemos que nos estamos a dar... (Também não será só isto, mas acho que é principalmente isto.)

Hoje voltei a pensar muito em Santo Agostinho: Ama!, e faz o que quiseres! Porque, afinal de contas, não importa o que se diz, não importa como se é, não importa como se faz: desde que se ame, Ele fará o resto através de nós!

Uma boa noite, para quem, no Hospital, não esteja a conseguir adormecer.
Uma boa noite, para quem, no Hospital, já está a dormir.
Uma boa noite, para quem, no Hospital, vela pelo sono dos outros.

£uisØ£iveira

PS: Temos quatro meninos e um monitor surdos nas colónias que estou a fazer. Com os miudos tenho contactado pouco, mas estou a aprender imenso com o monitor. É uma pessoa extremamente acessível, interessada e interessante. E o facto de saber algumas expressões em linguagem gestual é apenas uma ponta visivel dessas tantas coisas que tenho aprendido. Achei importante referir o Zé Carlos (cujo nome, em conversação gestual, se faria esfregando o indicador e o médio de uma das mãos, juntos e esticados pelo nariz) num qualquer post que aqui pusesse. Este foi o primeiro depois de o conhecer.

Fiquei sem palavras...

Hoje a minha mãe iniciou finalmente a época das suas já merecidas férias e decidimos ir ao cinema depois de almoçar ver o Madagáscar, e assim o fizemos.
Chegamos ao Oeiras Park dirigimo-nos ás bilheteiras e na fila para comprar os bilhetes, no átrio onde nos encontrávamos eis que surge a Madalena, uma menina pequenina, deve ter perto de uns 6 aninhos, com a mãe, que se meteu logo com a minha mãe e comigo, perguntamos que filme ela tinha ido ver… aquelas coisas da praxe.
A tia-avó da Madalena, A D.Odete faleceu na sexta-feira e o seu funeral foi ontem, o que ainda e muito recente para elas, a mãe com um ar derrubado, não é para menos... mas a Madalena olhou para mim e para a minha mãe e disse que tinha sonhado com a tia Odete, " a tia Odete ia a subir para o céu, e eu estiquei tanto o pescoço e a mão que consegui agarra-la"
Acreditem que eu e a minha mãe ficamos paradas a olhar uma para a outra e para a madalena, ouvir uma criança dizer isto, com a naturalidade como o fez, deixou-me arrepiada, mas a verdade é que ela “encarou” a morte de tia com um espírito de criança e tão inofensivo, que tudo aquilo parecia um conto de fadas. Acreditem que isto me ocupa o pensamento, como que a Madalena me ensinasse a ver a morte com outros olhos, afinal Jesus venceu a morte!.....

Sara Machado

terça-feira, julho 12, 2005

Fazedores de Sorrisos

Faz tempo que queria escrever este post. Quase duas semanas. Mas tardou, porque o tempo não abunda. Hoje o faço, porque achei que hoje era o dia certo. (Não houve razão. Simplesmente decidi que de hoje não passaria.)

No domingo - este domingo, dia 10 - voltei ao Hospital de Santa Cruz de Carnaxide. Para cantar numa Missa que encheu a Capela e a Biblioteca. Para cantar numa Missa onde cada semente era cada doente, que crescia, devagar, mas crescia sempre - "ao ritmo do agricultor". Para cantar numa Missa onde estavam três cadeiras de rodas e mais umas quantas pessoas menos válidas. E cantei. Fomos quatro. A Joana com quem dei catequese. O Pedro que caminhará com o Grupo. E a minha mãe. Finalmente, a minha mãe... E depois fui falar a uma senhora que me deve uma dança e tem cancro. Uma senhora que é do Benfica e cujo cunhado se havia atravessado, e mais à esposa, a ponte 25 de Abril numa Vespa para a vir ver. Uma senhora que confundiu um homem com um coelho - e que sorriu com a minha presença inicialmente tímida.

Na viagem de regresso - com paragem no meu Santuário incluída - voltei um pouco atrás no tempo. Uma semana, mais ou menos. Onde e quando uma experiência única se me atravessou na vida e me fez sentir uma alegria imensa que se materializou nas lágrimas que ao longo da semana caíram. Nas lágrimas que, neste domingo e no anterior, teimavam cair.

Estive cinco dias em Peniche. Com mais 17 pessoas. Conhecia-as bem. Não as conhecia igualmente bem, mas conhecia-as bem. [Podia agora dizer cada nome para relembrar cada cara na minha mente. Mas tenho-as cá. No meu coração. Já as tinha antes, mas ficaram especialmente decalcadas depois desse domingo 3.]

Foi o acampamento da catequese, dos Grupos de Vida de Caxias. Acantonamento. Uma actividade com uma ponta muito grande de risco. A primeira que durou mais que um fim-de-semana. O sítio era, para mim e para nós, desconhecido. Conhecia uma única pessoa em Peniche e, no fundo, essa única pessoa acabou por ser algo inútil naquilo que pensei ser o plano para os cinco dias. Não havia a rede por baixo do trapézio, como a que tivemos em Coruche, quando lá acampámos há um ano atrás. Exame na segunda-feira anterior - àquela que foi a primeira disciplina a que chumbei -, menos de 40 horas antes do dito acampamento. Tudo muito no ar, como é típico mas não deveria ser.

E tudo correu bem. Tudo o que podia correr bem, assim o correu. A partida quase a horas. A chegada às casas e a sua descoberta. A falésia sobre o mar. A alegria na cara dos "meus míudos" e o sono estampado na minha. Era o primeiro dia. O mais difícil, há quem diga. A apresentação do acampamento e dos seus objectivos. A primeira Hora do Gusmão. A primeira Missa. O riso dos Scketches. A primeira Oração. A carta de Deus. Recordo tudo isto com uma lágrima nos olhos - verdadeira, note-se - e, afinal, não foi nada de relevante. É uma lágrima de alegria.

Workshop na quinta de manhã. Estava com muito medo. Não sabia qual a reacção deles. Foi óptima. E falámos sobre as experiências de uma ida ao lar. E tentámos prever a ida ao Hospital. E fomos ao Lar. E fizemos os velhos sorrir. Como partilhei, fomos ridículos - e isso é o amor. Ser ridículo, sem ter medo de o ser. Entregar-se a 100%. E vi os "meus míudos" entregarem-se. Todos! Mesmo aqueles que não esperava.

Hospital. Uma visita guiada ao mais ínfimo canto do Hospital Distrital de Peniche. Com passagem nos quartos. Sim, espalhámos sorrisos também. Senti-me como se fossem eles os meus guias, como se eu os seguisse e não o contrário. Senti que eles sabiam o que estavam ali a fazer, que sabiam ao que tinham ido e qual a sua missão. E deixei-me ir atrás deles nessa árdua tarefa de amar o próximo. E o regresso ao Lar, à tarde... foi motivo de lindas fotografias (como esta). Houve quem dissesse que tinha corrido mal. Não consigo concordar. Achei perfeito. A segunda ida ao Lar era, previsivelmente, mais difícil que uma primeira. E eles estiveram todos - todos! - à altura dessa segunda ida. E sorriram - e fizeram sorrir. Pintaram esses sorrisos com as aguarelas de cor e jogaram-nos nos tabuleiros das damas e nos baralhos de cartas. Foram mestres em cada jogada que fizeram nesse jogo do amor. E eu sempre a aprender e a absorver cada minuto com eles.

Sábado. O dia que devia ser com o grupo de jovens penichense e não foi. Se foi pior? Talvez não. Ganhámos em descoberta de nós mesmos na catequese / formação do Frei Miguel. Percebemos e explorámos o Evangelho, procurando-nos. Encontrando-nos nele. E vi-os com os seus olhos brilhantes, de quem quer procurar e de quem quer encontrar. Vi-os interessados. E a Vigília preparada. Com Celebração Penitencial incluida. Ele presente no meio de nós. Ele presente para nos dizer o que fizemos bem e mal, para nos parabenizar e ajudar a melhorar o que de menos bom temos em cada um dos nossos corações, então já tão cheios do Seu amor. E saímos da Vigília com novas forças. Cantando e pulando como se aquela noite não fosse nunca acabar. Jogámos - e fomos ridículos por nos amarmos e por gozarmos com cada vez que um perdia. Como crianças - aquelas crianças que encerram em si o mais puro amor.

E chegou Domingo. Muito rápido. Mais rápido que estes parágrafos que agora escrevo. Fomos à Missa a Peniche. Cinco minutos antes da dita começar alguém nos diz "Avancem com o coro!". E nós avançámos. Sem medo, porque ali presentes sabíamos o quanto Ele nos amava. E quanto nos amávamos já uns aos outros. E no fim da Missa a primeira das recompensas. Uma salva de palmas. Muitas salvas de palmas. E muitos sorrisos. De agradecimento. E força. E muita alegria no ar que ali se respirava. E sorrisos nas nossas caras. E nas de quem vinha. E... saímos. E continuámos a cantar - porque a alegria já não cabia em nós. Porque tínhamos que a partilhar com quem passava e sorria olhando para nós a cantar o "Alecrim". E foi tão bom podermos gozar com cada um de nós (Juba, Centopeia, Careca, JC, Lacrau e companhias limitadas) sem ninguém se ofender ou levar a mal. E foi tão bom os sorrisos devolvidos a cada adeus dado a Peniche e aos seus.

Avaliação: positiva. Com nota elevada. Sei que floreei de mais tudo o que disse. Sei que não foi perfeito. Que mandei berros para me fazer ouvir. Que fiz cara séria para me fazer entender. Que me chateei para poder explicar porquê. Mas isso, como dizia Santo Agostinho, é o amor na sua ânsia de ensinar.

Todos foram importantes naqueles cinco dias. Todos! Porque nada seria igual sem qualquer um dos presentes. Conheci a Mariana e o Pedro - que já conhecia antes sem os conhecer. Longas conversas ao fim da noite enquanto as meninas se banhavam. O quarto partilhado, ao qual chegava já sempre depois do Pedro adormecer. A Hora do Gusmão não teria sido a mesma sem o Pedro. Como a cozinha não seria a mesma sem a Mariana. E como nada seria igual sem o Frei Miguel, a quem nunca agradeci convenientemente. Nada seria igual sem cada um dos "meus míudos" presentes.

A todos vocês queria agradecer. Esta ida ao Hospital fez-me entender o quão importantes vocês foram para aqueles que visitámos em Peniche. O quão importantes vocês foram uns para os outros. O quão importantes vocês foram - por muito egoísta que isto possa soar - para mim. Agradeço-vos muito, e uma vez mais, por tudo o que me ensinaram nestes dias em particular, e nestes anos, de uma forma geral.

Porque por muito que me façam chorar agora - e por muitas vezes que me tenham feito levar as mãos à cabeça - vocês são, verdadeiramente, Fazedores de Sorrisos.

Meus amigos e meus irmãos, AMEM! E depois, façam o que quiserem...
Mas não percam essa vossa força e esse vosso sorrir!

£uisØ£iveira

sábado, julho 09, 2005

Cânticos

A partir de agora, podem consultar on-line uma série de Cânticos que costumamos cantar, quer nas nossas actividades - retiros e acampamentos -, quer nas nossas Orações ou no Coro da Missa das 12h na nossa Paróquia. Podem consultá-los clicando aqui ou no link da barra lateral.

Todo este conteúdo foi disponibilizado pela Sara. Podem também contribuir enviando cânticos que tenham passados a computador ou que queiram fazer o favor de os passar.

Se quiserem todos os Cânticos em formato .doc (Documento Word) ou .pdf (Documento Adobe Acrobat) enviem um mail para gv-caxias@hotmail.com e prontamente o enviaremos.

segunda-feira, julho 04, 2005

Acantonamento em Peniche - 29 de Junho a 3 de Julho de 2005

Realizámos, de 29 de Junho a 3 de Julho de 2005, um acantonamento em Peniche, como actividade de encerramento deste ano catequético. No programa incluímos uma ida ao Hospital Distrital de Peniche, duas idas ao Lar de Santa Maria, a Hora do Gusmão, a Missa Diária, Formação e Catequese, Jogo Nocturno, animação de uma Missa Dominical, visionamento e discussão de um filme (Dancer in the Dark), Jogo Nocturno, Vigíla, entre variadas Orações, Limpezas e Serviços à Cozinha, tudo isto, sob o mote AMA, e faz o que quiseres!, frase proferida por Santo Agostinho a propósito de uma passagem da primeira carta de S. João.

18 pessoas animaram este acantonamento, e amaram com todo o seu coração e seguindo a regra dos três P's: amor ao Pai, ao Próximo e ao Próprio.


Podem encontrar as fotos nos seguintes links:


Os Grupos de Vida de Caxias

Os Grupos de Vida de Caxias são o grupo da catequese da adolescência da Paróquia de Laveiras-Caxias, vigararia de Oeiras. Contam com cerca de 30 elementos entre os 12 e os 15 anos que, no seu "currículo", levam um conjunto de actividades de conteúdo formativo-social que incluem colaborações com o Banco Alimentar local, idas a Lares e, mais recentemente, a um Hospital, bem como Retiros, Acampamento.
Reunem todos os Domingos de manhã (10h) para a sua catequese semanal.

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